Entries from abril 2009 ↓

Farra das passagens

Baixando um pacote e suas dependências com o apt-get

No FLISOL deste ano fui configurar as máquinas do laboratório onde seria meu minicurso junto com os organizadores. Chegando lá descobrimos que só era permitido acesso via HTTP, ou seja, não dava pra usar o apt-get. Procurando uma solução, encontrei uma dica super simples no fórum do Ubuntu. É só rodar:

# apt-get build-dep -d

E os pacotes serão baixados e salvos em /var/cache/apt/archives. Depois só copiar os .deb de lá, levar para a máquina onde quer instalar e copiar de volta para /var/cache/apt/archives. Aí é só instalar normalmente com apt-get :)

Vivendo e aprendendo.

FLISOL 2009 – Brincando com Ruby

Neste último sábado, dia 25, houve o FLISOL em João Pessoa lá no IESP, onde ministrei duas turmas de um minicurso, Brincando com Ruby, cuja descrição é:

Ruby é uma linguagem dinamicamente tipada de altíssimo nível, semelhante a Python. Apesar de seu uso ter se popularizado pelo framework web Rails, ela não se limita a isso. Neste minicurso você aprenderá um pouco de Ruby e vai utilizá-la em uma das partes mais divertidas da computação: o desenvolvimento de jogos.

Pela manhã estava com a sala lotada, ~40 pessoas, e pela tarde tinham ~10. Muito obrigado a todos que se inscreveram e participaram do minicurso, foi uma ótima experiência, a minha primeira. Espero que tenha dado para aprender um pouco de Ruby e desenvolvimento de jogos com o Gosu. Os slides estão aí em cima e o jogo desenvolvido foi o do tutorial oficial do Gosu, só pegar em http://code.google.com/p/gosu/wiki/RubyTutorial.

Parabéns aos organizadores do evento! Em especial, pois é o que eu conheço mais, é meu amigo, e foi quem eu aperriei para fazer o FLISOL, o Joseph.

Se alguém tiver alguma sugestão em como melhorá-lo, adoraria ler. A primeira parte da palestra, que é apresentando Ruby, achei meio chatinha, já que quase não há prática, é só uma palestra normal. Mas, quando começa o desenvolvimento do jogo, fica bem legal. Depois dos minicursos pensei que pudesse ser melhor que o jogo fosse sendo construído intercalando com o aprendizado da linguagem, sem ter essa divisão parte 1/parte 2. Difícil, mas vou tentar :)

Estatísticas Preliminares do Google Summer of Code 2009

Estudantes
Propostas Aceitas
Aceitação
Representatividade
EUA
744
212
28,49%
21,20%
Índia
610
101
16,39%
10,01%
China
202
< 43
< 21,28%
< 4,30%
Canadá
138
44
31,88%
4,40%
Brasil
135
43
31,85%
4,30%
Alemanha
< 135
55
> 40,74%
5,50%
Ao total, foram quase 3.500 estudantes de 93 países que submeteram cerca de 5.900 propostas, das quais 1.000 foram aceitas, o que dá uma taxa de aceitação de 16,95%. Os EUA, como era de se esperar, encabeçam a lista de países que mais tiveram propostas submetidas, seguidos pela Índia, China, Canadá e Brasil. A única surpresa foi a China que, mesmo sendo o terceiro país que mais teve propostas, não ficou no top 5 de propostas aceitas, e a Alemanha que abocanhou o terceiro lugar. Os dados ainda não foram todos divulgados pelo Google, por isto alguns campos só dá para saber a faixa de valores, mas já dá para ter uma idéia. Acho que estamos em uma boa posição, praticamente empatados com o Canadá, mas ainda falta divulgação. Acho 135 estudantes submetendo muito pouco, só em Ciência da Computação na UFPB existem mais de 300 alunos. Chuto que, além da divulgação, a língua e o medo contem bastante. Eu, por exemplo, conheci o programa em 2007, mas só submeti algo neste ano, estimulado por um amigo que participou do GSoC2008 (valeu, André :) ). Para minha alegria, fui aceito para desenvolver o Automated Build Framework junto com o pessoal do NTP. Depois faço um post explicando melhor. De qualquer forma, ao menos temos uma taxa de aceitação alta. Lembrando que essas porcentagens estão meio toscas, pois um estudante pode submeter até 20 propostas, mas nos cálculos considerei que cada um submeteu só uma. É tosco, eu sei, mas enquanto os dados completos não forem divulgados, podemos só supor.

Ubunchu – O mangá do Ubuntu em Português

Atualização: Demorou mas saiu a tradução do segundo exemplar pra Português. Tá em http://aitiachica.blogspot.com/2010/01/ubunchu-02-em-portugues.html Hoje recebi um e-mail do Silveira Neto pela PSL-CE falando sobre um mangá do Ubuntu. Me interessei e fui ver.
A primeira versão foi lançada e traduzida para o inglês pelo DoctorMo. Gostei! Então, como não vi nenhuma tradução para o português, resolvi fazê-la. Ainda tem alguns (vários) termos que ficaram esquisitos traduzidos. Se você consegue pensar em uma tradução melhor, deixa um comentário ou edite os arquivos (mas não esqueça de me avisar). As fontes usadas foram Blambot Custom e Ash Can. Só descompactar em ~/.fonts que o Inkscape já reconhece. Infelizmente, elas não têm acento, então tive que gambiarrar fazê-los na mão. Mesmo assim, está razoável. EDIT: O Martin Owens notou que faltava a fonte Ubuntu-title. Corrigido.

Em busca do plano (3G) perfeito

Cansado de pagar R$ 259,00 pelo Oi Conta Total 2, resolvi buscar uma alternativa. Por ter ouvido tanto da 3G ultimamente, fui dar uma olhada. Busquei os planos de 1mb e resumi as informações das três únicas empresas que oferecem o serviço em João Pessoa em:
Oi Vivo Claro
Tráfego 10 GB 2 GB 1 GB
Valor promocional R$ 83,93 (10 primeiros meses) R$ 59,95 (3 primeiros meses) ---
Valor real
R$ 119,90 (cartel?)
Modem R$ 199,00 Gratuito R$ 99,00
Valor médio (12 primeiros meses) R$ 106,50 R$ 114,90 R$ 128,15
Comentários Ultrapassado o limite de tráfego, R$ 0,10 por mega adicional. Ultrapassado o limite de tráfego, velocidade cai para 128 kbps (teoricamente). Eles dizem que o plano é ilimitado, mas nas entrelinhas, "O cliente que exceder a franquia de 1GB poderá ter, a exclusivo critério da Claro, sua velocidade reduzida para 128 Kbps até o faturamento de sua próxima franquia". Ilimitado, né? Então tá...
Por estes dados, a Oi ganha. Só que estou considerando que a qualidade do serviço em todas é constante, o que não sei se é o caso. Na casa de minha namorada colocaram Vivo há pouco e, apesar da conexão ficar muito lenta as vezes (talvez por terem ultrapassado o limite? horário de pico?), não tiveram problemas. Quando (e se) mudar, faço meu relato.